(cont.)... De resto, se não me engano, é precisamente em alguns regimes islâmicos, de que a esquerda niilista tanto gosta, que existe pena de morte para os homossexuais. O presidente iraniano - outro herói da esquerda esquizofrénica, só porque ousou afrontar a sede de todo o Mal, os EUA - decretou mesmo que não existem homossexuais no seu país!... Todavia, Daniel Oliveira no seu artigo pugna pelo fim das anedotas com a "panaleiraje". Portanto, nos países "amigos" podem-se matar, tudo bem. Aqui, não se podem contar anedotas sobre eles!... Perceberam? O delírio não tem limites para esta gente... Ficam pois avisados: da próxima vez que contarem uma anedota que aluda a práticas de "homens chexuais, je, je", têm a Inquisição Espanhola à porta (como no celebérrimo sketch dos Monthy Python), com o Daniel y sus muchachos pedindo contas ao prevaricador. É que as coisas andam mal para os lados do Bloco de Esquerda. Que se tornou uma espécie de muleta do PS. Já perceberam que "não vão lá", pelos meios normais em democracia": eleições, credibilidade, seriedade, ampliação da base de apoio, entrada no mundo sindical. Recorrem então às causas fracturantes. As tais que nunca exigem muito trabalho: são ideologicamente inatacáveis, a opinião pública está "receptiva", a comunicação social "adora, sei lá", os partidos de esquerda ficam amarrados ao tema, durante a discussão na AR. Eis o melhor da tal esquerda que se posiciona na política como num show mediático. Não se interessa realmente pela realidade humana que diz defender. Só lhe interessa que a opinião pública acredite que sim. E que está pronta a negar qualquer evidência de barbárie, de genocídio, de fascismo teocrático, de atropelos aos direitos humanos, desde que provenientes de regimes hostis à democracia ocidental, o maior mal de todos, segundo ela. Como exemplo, veja-se o guru desta esquerda de cabeça perdida, Noam Chomsky: 1º apoiou um historiador revisionista francês que negou a existência do Holocausto. A única explicação é que estas luminárias julgam que a "desnazificação" tem que ser feita no Ocidente, e nos EUA em particular. Quando se deparam com o verdadeiro nazismo, dão-se mal, porque para eles já deixou de ser o mal absoluto. Substituído, na sua agenda, como se sabe, pelo "capitalismo hegemónico"; 2º Negou a existência das atrocidades do regime de Pol Pot e seus Kmers Vermelhos no Cambodja. Tendo afirmado que se limitaram a dar umas resposta aos bombardeamentos americanos, durante a guerra no país vizinho; 3º Negou a limpeza étnica praticada pelos nacionalistas sérvios na Bósnia. Chegou mesmo a corroborar que as imagens de Sbrenica e de outros campos de concentração, os relatos dos sobreviventes e os relatórios das autoridades, ONGs e jornalistas não passavam de uma orquestração do governo bósnio para enganar o Ocidente. O BE precisa de causas como do pão para a boca. A próxima será, é claro, a "homofobia", o casamento entre homossexuais, etc. Muito ruído, como é de prever. A ideia é, obviamente, procurar obter um estatuto de excepção para cidadãos que são iguais a todos os outros. Excepto naquilo que fazem no domínio da sua vida privada. O que dispensa, por definição, a necessidade da existência de provedores, de curadores, ou, muito menos, de quem os "defende" só por razões de cálculo político.